1 de março de 2010
“O conceito desses bancos é reutilizar jornais que conseguimos nas ruas. Fazer nossa própria mobília com os papéis que juntamos dia após dia nas ruas.” É isso que diz o designer Oscar Lhermitte em seu site sobre os bancos de jornal que ele criou.
O Banco 334 e o Banquinho 89 são feitos com 3 barras de metal paralelas e jornais dobrados e empilhados (334 para o Banco e 89 para o Banquinho!).

89 Stool e 334 Bench
O desafio para essa série era não só fazer móveis reciclados, mas não usar nenhum tipo de cola, parafuso ou solda.
Podem parecer bem frágeis, mas não são. Devido à grande quantidade de jornais usados, eles agüentam várias pessoas. Custou 5 libras para fazê-los e algumas horas vagas!
4 de fevereiro de 2010
Confira hoje as últimas dicas pra sua obra sair sem grandes dores de cabeça.
25 Planeje a obra para épocas sem chuvas. Esse período precisa fazer parte do planejamento se não desejar atrasos.
26 Não ignore a insolação do terreno. É fundamental ter o sol como aliado para uma moradia saudável.
27 Procure realizar uma construção sustentável. Uma dica é reutilizar o material da antiga edificação do seu terreno. Os materiais de demolição são atuais e reduzem custos.
28 Peça ao arquiteto para que ele procure recursos da energia solar para o aquecimento da água.
29 Opte por telhas que sejam ecológicas, como feitas com fibra de celulose ou garrafas PET.
30 Garanta iluminação e ventilação natural para reduzir os custos com energia elétrica e regular a temperatura interna da residência.
Todas as dicas foram dadas pela Arquiteta Valquíria Leite, de Cunha-SP, pelo arquiteto Luis Carlos Diniz, de Itaipava-RJ e pelo engenheiro civil Bernardo Correa Neto, em entrevista dada a revista Construção do Começo ao Fim 2009 da editora Casa Dois
29 de janeiro de 2010
Para que tudo saia certinho na sua obra não perca essas dicas dadas pela revista Construção do Começo ao Fim 2009.
19 Durante a preparação do canteiro de obras, considere a ligação de água. Caso exista rede pública, providencie a construção do cavalete dentro das normas fixadas pelo loteamento. Se não existir rede de água, o abastecimento deverá ocorrer por meio de cisterna ou poço.
20 Especifique o material, escolha o método construtivo e não mude o projeto após a obra ter começado, pois pode trazer prejuízos.
21 Reserve um local para a construção de um escritório, um sanitário e, quando a obra estiver fora do perímetro urbano, um alojamento.
22 Evite gastos indevidos com materiais básicos. Compre areia, brita e cimento conforme a necessidade da obra. E não esqueça de armazená-los adequadamente. Fique atento à data de validade dos materiais, especialmente de cimento.
23 Lide com o entulho e aprenda a reutilizá-lo, assim como restos de madeira e cacos de telha, focando o desenvolvimento sustentável.
24 Considere o paisagismo como parte da concepção no cronograma físico e financeiro da obra. A escolha de espécies adequadas e o estabelecimento de um prazo para concluir o projeto paisagístico são medidas importantes para a residência ficar mais bonita.
Todas as dicas foram dadas pela Arquiteta Valquíria Leite, de Cunha-SP, pelo arquiteto Luis Carlos Diniz, de Itaipava-RJ e pelo engenheiro civil Bernardo Correa Neto, em entrevista dada a revista Construção do Começo ao Fim 2009 da editora Casa Dois
3 de novembro de 2009
Depois de um feriadão maravilhoso de muito sol, o post de hoje será sobre uma forma muito divertida de aproveitar a luz solar e iluminar ambientes sem gastar energia.
Vi no blog Coisas da Doris uma luminária que recarrega durante o dia, e quando escurece acende automaticamente. É à prova d’ água, pode ser usada tanto dentro como fora de casa para iluminar caminhos e jardins. Para funcionar ela precisa de incidência direta dos raios solares que carrega a bateria interna e faz a lâmpada ligar. A bateria dura aproximadamente 5 horas. Você literalmente engarrafa a luz do sol!

O sucesso da Europa acaba de chegar ao Brasil e está a venda apenas na cor branca. Você pode comprar na loja Coisas da Doris e ter mais informações no site.
28 de outubro de 2009
Em dias atuais, os assuntos do momento são: meio ambiente e as fontes de energia. Então, para quem gosta de projetos de arquitetura e decoração sustentáveis, a dica é ler um livro que pode ajudar muito nesta questão.
Um lançamento da Bookman Editora, o livro ECOHOUSE – A Casa Ambientalmente Sustentável traz um tema atual, contendo exemplos reais de como fazer uma ecohouse funcionar, bem como estudos de casos internacionais sobre o assunto.
Este livro mostra como construir uma edificação de baixo impacto ambiental e baixo consumo energético.
Os autores revelam os conceitos, as estruturas e as técnicas que estão por trás de seus ideais ecológicos – usando suas próprias casas como estudos de caso. Nesta nova edição, foram acrescentados estudos de casos internacionais, que demonstram o projeto sustentável na prática. Os temas abordados são:
- A forma da casa: a edificação como analogia;
- O impacto ambiental dos materiais de construção;
- O fechamento da edificação;
- Incorporando personalidade à sua casa;
- Ventilação;
- Saúde e felicidade no lar;
- Projeto de sistemas solares passivos;
- Fotovoltaicas (dispositivos capazes de transformar a energia luminosa, proveniente do sol ou de outra fonte de luz em energia elétrica);
- Sistemas solares de aquecimento de água;
- Usando a água com sabedoria;
- Sistemas eólicos de pequena escala;
- Energia hidráulica;
- Bombas de calor com fonte subterrânea ou submersa;
- Cal e alvenarias com baixa energia incorporada. Introdução aos estudos de caso: rumo a uma arquitetura neovernacular (tipo de arquitetura em que se empregam materiais e recursos do próprio ambiente em que a edificação é construída. Desse modo, ela apresenta caráter local ou regional), além de ferramentas para compreensão dos estudos de caso.
Sobre a autora:
Sue Roaf é professora da School of Architecture da Oxford Brookes University, no Reino Unido.
Sobre o livro:
3ª Edição Revista e Ampliada
ECOHOUSE – A Casa Ambientalmente Sustentável
Autores: Manuel Fuentes, Stephanie Thomas, Sue Roaf
Editora: Bookman – Português – 2009
Dimensões: 28 x 21cm – 488 págs.
Capa: Brochura
R$ 168,00
13 de outubro de 2009

Nem mais, nem menos. Saiba quanta tinta você deve comprar para pintar sua casa.
O simulador do site casa.com.br mostra como fazer os cálculos para que não ocorra desperdício na hora da compra.
Calcule o quanto de tinta você vai precisar aqui.
8 de outubro de 2009
A cozinha totalmente sustentável foi projetada pela Studio Gorm e chama-se Flow, que quer dizer fluxo.

É uma cozinha viva, onde a natureza e a tecnologia são integradas em uma relação simbiótica (de interações biológicas), no qual os processos de fluxo entre um e outro, em um ciclo natural, possuem eficiente utilização de energia, resíduos, água e outros recursos naturais. Um espaço não só para preparar a comida, mas um ambiente que proporciona um melhor entendimento de como funcionam estes processos naturais. Uma cozinha onde o alimento é produzido, armazenado, cozido e que gera adubo para cultivar mais alimentos.
Entenda como:
O fluxo de produtos pode ser utilizado independentemente, mas são muito mais eficazes quando trabalham em conjunto como parte de um sistema maior. Os objetos individuais são relativamente simples, na qualidade de veículos simples para os processos naturais mais complexos para fazer o trabalho. Esta cozinha é desenvolvida como um sistema flexível, onde os recursos são reutilizados por vários elementos, criando um fluxo dinâmico entre os produtos.
Observe:
A água das louças escorre sobre as ervas e plantas comestíveis, que são cultivadas em vasos localizadas abaixo do escorredor.

A bancada possui um recurso na bacia de resíduos, que pode ser utilizada para despejar as sobras enquanto a comida é preparada.

Uma vez que a bacia está cheia, só precisa ser derrubada para transferir os resíduos na caixa compostora, que se encontra abaixo da bancada.

Como o lixo é depositado no compostor, os vermes convertem-no em adubo rico em nutrientes, que pode ser colocado de volta para as plantas.

Um exemplo perfeito de sustentabilidade!
Tags: Água, Atitude, Cozinha, Eco-friendly, Economia, Energia, Faça-você-mesmo, Inovação, Projeto, Reciclagem, Sustentabilidade
30 de setembro de 2009

Série Lâmpadas
Continuando a série, chegamos às fluorescentes. Ganharam espaço no mercado por serem muito mais econômicas e eficientes que as incandescentes. Não geram tanto calor, tanto que são chamadas de lâmpadas frias, (tome cuidado para não achar que elas não emitem calor nenhum) e iluminam mais com uma potência menor.
Encontramos no mercado lâmpadas fluorescentes tubulares, PL e compactas. As tubulares foram as primeiras a surgir e levam esse nome por terem formato de um tubo. Podem chegar a 1,5 m de comprimento. As PL possuem dimensões reduzidas. Ambas precisam de um reator externo para funcionar. A grande desvantagem desses dois tipos é que não se encaixam em bocais comuns. Por já possuírem o reator integrado, permitindo o encaixe em bocais comuns, as compactas, embora mais caras, se tornaram as mais consumidas. A economia energética de todas é igual, a diferença é estabelecida pelo preço de cada uma. É importante saber que, as tubulares e PL, são mais ecológicas do que as compactas, já que o reator tem uma vida útil mais longa do que a lâmpada. Sendo assim, quando você joga fora uma lâmpada compacta, o reator é descartado juntamente, mas ainda em funcionamento. As tubulares podem ser encontradas em várias espessuras. Quanto mais finas, mais econômicas e maior sua vida útil. Além disso, usam menos materiais poluentes na sua fabricação. Mas o preço é um pouco mais alto.
A luz pode ser amarela ou branca. E assim como as incandescentes, as amarelas são indicadas para deixar os ambientes mais aconchegantes. As brancas são indicadas para ambientes ativos, onde se quer estimular a produtividade como em escolas, escritórios e hospitais, ou o consumo em restaurantes do tipo fast-food, lojas, shopping centers e etc. A quantidade de luz emitida pelas duas cores é a mesma, embora a branca de a sensação de iluminar mais.
Fique atento na hora de jogar uma lâmpada fluorescente no lixo, por conter gases tóxicos não pode ser descartada em qualquer lugar. Existem programas de coleta especificamente para esse tipo de material. Mesmo que em seu bairro ou cidade exista uma coleta, dê uma olhada nessa ideia que vi em um blog da rede Ecoblogs, além de ecológica é bonita e criativa, e você ainda pode ganhar um dinheiro extra, vendendo o que fabricar!


23 de setembro de 2009

Série Lâmpadas
Hoje é dia das Halógenas. São lâmpadas incandescentes que estão uma geração a frente das comuns. Oferecem mais luz com potência menor ou igual às incandescentes comuns. Pertencem a essa família as dicróicas, PAR e as refletoras AR. Têm esse nome, pois são adicionados ao bulbo elementos halógenos como iodo ou bromo que aumentam sua eficiência luminosa. Possuem vida útil mais longa, de 2.000 a 4.000 horas.
Comparadas às comuns, essas lâmpadas são muito menores, e permitem um direcionamento específico do feixe de luz, ideal para valorizar obras de arte e produtos em destaque. São muito usadas na decoração para deixar um clima aconchegante.
É comum chamar todas as halógenas de dicróica, mas essa é um tipo muito específico dentre elas. Com uma grande vantagem: cerca de 2/3 do calor que ela emite é jogado para trás, deixando apenas 1/3 do calor para o objeto logo abaixo dela. Sendo assim, é preferível usá-las em forros de gesso, para que o calor que é emitido para trás não retorne ao ambiente.
Atenção! Muitos vendedores não sabem a diferença entre as lâmpadas dicróicas e outras halógenas, pois elas são visualmente muito parecidas. Então, tome cuidado para não se enganar!


Série Lâmpadas
Hoje iniciamos uma série sobre um tema muito importante na arquitetura: a iluminação. Os benefícios de escolher a lâmpada e a luz certas vão além de valorizar o projeto. Evidenciar um quadro sem estragar a tinta, tornar as mercadorias mais atraentes, valorizar a roupa em provadores, tornar ambientes aconchegantes ou adequados para estudos são algumas das vantagens. Em lojas, os produtos e ambientes devem ter a incidência e o tipo correto de luz, tanto para valorizar o que está exposto quanto para não enganar o consumidor.
Começaremos pela mais conhecida: a incandescente. Gera luz com base no aquecimento de um filamento de tungstênio. É a mais comum e barata de todas, e também a menos econômica. Apenas 5%, aproximadamente, da energia é transformada em luz, o restante se perde em forma de calor. Têm uma duração de cerca de 1.000 horas. São indicadas para iluminação interna, possuem luz amarelada, variação no formato do bulbo, podendo ser transparentes ou leitosas. Tornam os ambientes mais aconchegantes e reproduzem as cores com total fidelidade, porém, além de aquecerem o ambiente, aquecem também a fatura da energia elétrica no fim do mês. Você pode substituir uma lâmpada incandescente de 150W por uma fluorescente de 40W, que ilumina mais por menos. A Celesc oferece uma planilha online para calcular o gasto energético de vários aparelhos, inclusive lâmpadas. Vale a pena dar uma olhada.
A Europa tem planos de acabar com as lâmpadas incandescentes até 2011. A campanha, que começou dia 2 de setembro, pretende substituí-las gradualmente por tipos mais econômicos.
Se você ainda possui lâmpadas desse tipo em sua casa, troque-as o mais rápido possível por fluorescentes, que são mais econômicas e eficientes. E ainda pode transformar as antigas em luminárias e ganchos de parede práticos e criativos!
